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Tópico: Flamma Aurora ... E adicionais. ^^

  1. #21
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    Padrão Re: Flamma Aurora ... E adicionais. ^^

    Tô gostando do texto, porém, algumas falas estão confusas. Não estou conseguindo identificar quem fala D:
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  2. #22

    Padrão Re: Flamma Aurora ... E adicionais. ^^

    Bas, bas... Bas bas bas...
    O personagem seguinte fala o nome de com quem tá falando, e param de falar os nomes quando são apenas dois. D:
    Vou colocar o nome em todas as falas.


  3. #23
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    Padrão Re: Flamma Aurora ... E adicionais. ^^

    Não, não precisa fazer isso em todas as falas. Só queria entender...

  4. #24

    Padrão Re: Flamma Aurora ... E adicionais. ^^

    Falei isso porque ainda tem muito o que digitar e fica fácil inserir os nomes em alguns lugares agora. xD
    Ps.: daqui a um tempo fica menos chato.


    #####################Capítulo XIV – Fogo Distante#####################

    Julio manteve a administração das terras de Flamma Aurora. Ali ganhavam a confiança dos cães e os levavam ao canil, ainda que Osso tanto relutasse ao afeto pelos animais.
    Parte da manhã eles estavam no canil, empreendimento de três homens. Em especial, e no decorrer do dia trabalhavam com Julio, ajudando-o a manter as terras da mulher. Vidro, inclusive, aprendia a arte da forja de espadas.
    Estavam na rotina de mais um dia quando Julio da cozinha foi atender ao chamado na porta, mais um cliente para frangos. Após o negócio retornou para o almoço na cozinha...
    ...quando teve a faca apontada para o pescoço.
    - Otávio.
    - Pensou que eu esqueceria sua dívida, Julio?
    - Está louco? Não existe mais dívida?
    Osso cada vez escutava menos os sons do trabalho a sua volta. Vidro dava continuidade a alguns serviços, havia silenciado o martelo e o resfriamento das barras. E os filhotes – um pouco maiores agora – latiam, denunciando o abandono do entretenimento deles, por Pietro.
    - Julio, o almoço já está pronto?
    - Responda a ele que entre.
    Vidro e Pietro não puderam muito contra a ordem a Julio, rendidos à mesa também com facas lhe ameaçando.
    - Sim! Venha... Venha almoçar.
    Osso olhou a posição do sol. O almoço nunca ficara pronto antes das 12 horas, e não havia escutado a mesa ser preparada, com o barulho de tampas e talheres de sempre. E nem escutou os comentários de seus colegas, como ocorria todos os dias.
    Deixou a vassoura, por vezes usada de espada naquela manhã, e entrou pela janela do quarto. Pela fresta da porta notou o estranho aguardar sua entrada pelos fundos.
    Olhou o interior do quarto pensando no que poderia usar de arma e encontrou, atrás da cabeceira da cama, uma espada. Era velha e tão enferrujada que se tornava difícil desembainhá-la. Por isso deixou-a vestida e ganhou o corredor.
    Atingiu os ombros e o pescoço do agressor, derrubando-o pela força de seus golpes. Voltou-se rapidamente para trás, era atacado por outro homem.
    Logo brigavam dentro da pequena cozinha, derrubando as cadeiras e quebrando louças. Vidro e Pietro foram sobre Otávio, deixando Julio sem ameaça alguma. Com uma espada erguida no cômodo era impossível erguer as outras e os invasores recuaram para foram seguidos pelos moradores.
    - Parece que estamos em maioria, não vão querer tentar nos impedir. Façamos o seguinte, levamos alguns frangos enquanto vocês levantam o dinheiro, Julio.
    - Que o seu patrão venha resolver com a dona desta terra, Otávio! Agora saiam daqui ou vão se machucar!
    - Se está disposto a uma luta então perderá as terras neste momento!
    Osso finalmente tirou a bainha da espada e lançou-a a Julio, que defendeu-se dos golpes insistentes de Otávio. Ele arrancou a corrente pregada a árvore, com impulso do pé, e começou a defender-se dos dois homens.
    Pietro e Vidro buscaram auxílio na casa de forja, com as espadas encomendadas e uma barra de ferro em brasa.
    Os cães latiam agitados, presos no cercado e sem saber o que acontecia...
    O rosto de um homem sangrava atingido pelo cadeado da corrente. Osso tentou enforcar o outro homem com o metal, porém foi atingido no estômago antes que o outro se libertasse. Osso estava no chão e o alvo da espada era seu pescoço.
    Feijão saltou sob o punho que segurava a espada, mordendo-o até sangrar. Enquanto o homem era distraído Osso levantou-se e pegou a espada.
    Otávio gritou, tendo sobre si dois dos cinco cães. Os cortes na perna do homem começaram a sangrar imediatamente.
    - Nós voltaremos.
    Os homens recuaram, vendo-se em desvantagem contra os cães. Seguiram correndo pela estrada.
    - Vocês estão bem, Vidro?
    - Sim, e você Osso?
    - Eu estou...
    - Julio! Fale comigo!
    Os dois homens foram até Pietro. Julio estava ajoelhado no chão, com a mão em um dos ombros.
    - Não é nada, estou bem.
    - Não poderá trabalhar por algum tempo. Não com este ferimento.
    Pietro retirou a mão do colega da ferida, a camisa se encharcava.
    - Você já sabe escrever, não é Vidro? Escreva a senhora Aurora e envie pelo falcão.
    - Sim Osso.
    - Não há necessidade.
    - Levante-se. Vamos entrar.
    Amparado por Pietro e Osso ele entrou e foi colocado na cama com relutância. Vidro cuidava da ave.
    - Vamos cuidar deste ferimento, está bem? Vou pegar água para lavar.
    Pietro ajudou o homem ferido a tirar uma das mangas da camisa. O corte ainda sangrava.
    - O que te parece, Pietro?
    - Está sangrando um pouco, Julio. Mas vai parar depois de lavar e um bom curativo.

    - Ainda não mandou esta ave, Vidro?
    - Ora, não me assuste assim, Osso... Estou enviando. Estou Enviando...
    - Você os ouviu, eles vão voltar o quanto antes.
    - Sim, já relatei o ocorrido e estou prendendo à ave.
    Ao ver-se liberta a ave partiu na direção que conhecia, o quão rápido o vento podia lhe ajudar.
    - Ótimo Vidro. Agora vá ao canil e traga os cães mais ferozes que temos.
    - Fala sério? Trazer o Saltador?
    - Exato. O quanto antes eles estiverem aqui, mas Otávio e seus homens pensarão quanto a invadir novamente.
    - E Julio, como está?
    - Eu não sei, mas ajudarei Pietro. Traga os cães, está bem?
    - Sem problema.
    Dentro da casa Julio sentia-se mais sonolento, e não adiantaria tentar deixá-lo desperto. A camisa estava encharcada de seu sangue, e os lençóis, e os panos que forçavam o sangue a parar de escorrer.


    ######################Capítulo XV – Caminho Sobre Brasas######################

    Tati vestiu o chapéu e foi o dormitório em que sabia que estariam seus colegas e Thomas. Bateu à porta, de manhã cedo, e entrou para acordar o rapaz. Alguns outros já haviam despertado.
    - Tati, o que faz aqui?
    - Mestre Fred disse que hoje você era meu. Já passou a meia noite tem tempo demais.
    O sorriso dela incentivou-o, ainda que estivesse muito cansado do dia anterior, que competira com Toni e Tato, alternadamente, tentando derrubá-los na pequena arena.
    - Tem seis minutos para se aprontar.
    Ela aguardou fora do acampamento e se alongando na mesa não era notada como algo estranho. Era o que Tati fazia, no mínimo, seis dias por semana.
    - Então, o que faremos hoje Tati?
    - Vamos fazer uma corrida, é como começo o meu dia.
    - Corrida? Vamos correr onde?
    Em breve Thomas descobrira. Começou com a corrida leve saindo do acampamento até próximo do centro da cidade, até a base do monte Orion. Aceleraram para contornar seus 200 metros e reduziram novamente ao subi-lo.
    Tati observava seu acompanhante e a todo momento Thomas afirmava estar bem, então continuou os 187 metros para cima, e beberam de uma longa mangueira a água dos cantis, sem parar, sem pararem seus passos.
    O rapaz encantou-se com a paisagem ao atravessar o topo de Orion. A sua cidade estava logo ali, à sua direita, e o acampamento quase invisível e camuflado à esquerda. A distância via a maior cidade do local, com seus edifícios de até cinco andares, únicos de toda a região, e o mar. Achou que podia sentir o cheiro das ondas, quando pararam por poucos minutos, mas não teve certeza da possibilidade de escutá-las. E viu a revoada de bandos e bandos de pássaros de onde estava mais escuro para o sol que iluminava cada sombra que tentava sobreviver.
    A descida era íngreme e Tati mostrou-lhe que o melhor modo era descer aos saltos, parte a parte, cumprindo os 102 metros de descida e os 50 de volta ao acampamento.
    - Nossa, estão suados!
    Com as mãos nos joelhos Thomas não respondeu, apenas respirava, tentando suprir-se.
    - O que estão fazendo, Tato?
    - Mestres Fred e Sergio decidiram tentar a amizade das panteras, Tati. Estamos colocando sedativos na carne crua.
    - Elas já devem ter sentido o cheiro do sangue...
    - Elas devem estar agitadas com o cheio do sangue, Toni, isso sim. Sem falar que elas estão muito desconfiadas, por causa das panteras que têm desaparecido da floresta. – Tati.
    - Bem, ordem dos Mestres não se discute... O que Lady Flamma diria?
    Thomas via a paisagem se embaçar e os sons se distorcerem. Não se viu cair ou os rapazes o segurarem e o deitarem no longo banco da mesa. Sua vista estava completamente escura.
    - Ele está muito pálido. Thomas, Thomas acorde.
    - Eu vou avisar Mestre Fred, Tati.
    - Sim Toni. Veja se ele consegue beber um pouco de água Tati.
    - Ele não pode beber água, Tato. Não sabemos o que ele tem. Pode engasgar. Thomas precisa de médico.
    Fred aproximou-se tentando acordar o jovem e Mestre Sérgio juntou-se em seguida, sem sucesso. Toni e Tato o carregaram para dentro do dormitório.
    - Chamaram o médico?
    - Sim. Vinicius fez isso, Mestre Sérgio. Ele já deve estar a caminho.
    - O que aconteceu durante a atividade, Tati?
    - Nada. Tudo transcorreu normal!
    - Algum animal o mordeu? Um inseto, alguma planta venenosa...
    - Nada. Eu passo por ali todos os dias. Fizemos o mesmo caminho de sempre.
    - Pode ter sido algo que ele comeu pela manhã.
    - Ele não comeu nada, Tato.
    - Toni, ele não comeu?
    - Levantei cedo e o vi acordar. Apenas vestiu-se e saiu, retornando há poucos minutos.
    - Tati, quanto corre todos os dias?
    - Cerca de quinhentos de quarenta metros, Mestre Fred.
    Os mestres se entreolharam e Mestre Sérgio foi cuidar de sua equipe. Thomas não ficou sozinho, Talita fez-lhe beber leite que ela mesma havia retirado de uma cabra.
    - O que aconteceu com a minha peça?
    - Sua peça apenas não se alimentou bem, mas ele vai melhorar rapidamente.
    - Ele é fraco, Mestre Fred. Sua tarefa deveria ser a mesma de Talita.
    - O salário é maior. Você sabe, ele tem oito irmãos. Isto é, os que estão vivos. Sei bem o tipo de coisa que você disse a ele, mas acredite que até eu o subestimei, em parte. Thomas tem uma força de vontade ou não, e uma resistência que nunca vi nem mesmo na Lady...
    - O que quer dizer?
    - Thomas acompanhou Tati, e ele estava em jejum. Foram 540 metros.


  5. #25
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    Padrão Re: Flamma Aurora ... E adicionais. ^^

    Hum...
    Tô gostando ^^
    Prossiga!
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  6. #26

    Padrão Re: Flamma Aurora ... E adicionais. ^^

    #####################Capítulo XVI – O Guardião – Parte 1#####################

    Jorge olhava para a mesa do acampamento ao lado sem acreditar no café da manhã, que parecia um festejo. Com o pé no banco e apoiado na própria perna ele tirou mais uma lasca de sua maçã. Duda saiu da cabana vestindo seu suéter um pouco descosturado à gola e sentou-se à mesa, com um leve sorriso e sua tigela de salada de frutas preparada dentro da habitação.
    - Eu não acredito... Você realmente gosta desta festa todo final de semana?
    - Sim.
    O sorriso de Duda sumiu momentaneamente quando seus lábios comiam. Flamma Aurora saiu de sua cabana particular e Renata e Tami do dormitório, juntando-se.
    - Está com medo de perdê-lo?
    - Pode ter certeza, Tami. Ele será contaminado por aquele comportamento.
    - Deixe-o curtir o café da manhã... Morro de inveja daquele lanche, toda semana.
    - Se pegar algumas frutas eu posso fazer suco para você, Tami.
    - Isto não é coisa para este lugar... Selvagem.
    Jorge parou de indicar Duda com a faca e voltou-se para Flamma Aurora.
    - Quando aquele moleque... – Jorge.
    - Thomas. – Flamma Aurora.
    - Quando ele volta?
    - Quando Duda for.
    Ela afastou-se deixando a dúvida tão sanada quando antes. Duda sorriu levemente para ele, dando de ombros.
    - E quando você irá?

    Thomas retornou do refeitório com seus pães e os comia enquanto caminhava. Surpreso ao chegar à mesa posta para toda a equipe, onde sentado Toni e Tato comiam.
    - Estava onde? Eu te procurava!
    Tati segurava uma tigela de salada de frutas.
    - O que é isto?
    - Nosso café da manhã de final de semana. Mestre Fred sempre acorda cedo e busca algumas coisas no refeitório, geralmente Tato e Toni preparam as coisas.
    - E você?
    - Princesas apenas comem.
    - Legal...
    Ela piscou um olho, divertida. Tato riu ao que pareceu de algo que lia no jornal, embora não fosse. Toni esclareceu.
    - Isto quer dizer que você tira a mesa.
    - Vamos sentar e comer.
    O rapaz voltou a rir e Tati fez a volta. Ela pisou em um coco seco se desequilibrando. Vendo-a cair para frente Thomas segurou-lhe o pulso e Toni o quadril dela, para que não caísse sobre si. Tato soltou o jornal e segurou a bandeja que lhe sujaria, sem deixar de ler as notícias.
    - Você está bem?
    - Caramba, Thomas, torci o pé.
    Toni levantou-se imediatamente para deixá-la se sentar.
    - Quem deixou este coco aqui?
    O rapaz, sabendo de seu erro, foi desfazer-se o resto da fruta.
    - Tenho certeza de que não fez por mal.
    - Ele lhe desajustou, Tati. E temos atividade hoje.
    Tato olhou Mestre Fred.
    - Missão panteras?
    - Exato. E começaremos cedo. Thomas levará uma arma de mira tanto longa quanto curta. Arma de balas reais. Providencie tudo para nós.
    - Mestre Fred, se não pegamos elas em duas equipes... Com duas menos uma pessoa, então...
    - Qual o problema, Thomas?
    - Tati, eu não... Quero dizer, vou apenas atrapalhar. Lady...
    - Ei, eu sei o que ela disse, está bem? Você não verificou se a peça estava ajustada. Vamos à floresta nesta manhã e sairemos apenas com todas as panteras.

    Prontos para entrar, Toni apenas repassava com Thomas a lição de mirar e atirar. Fred cedeu ao garoto mais munição do que ela precisaria, mas apenas uma arma.
    - Vai matá-lo, Mestre Fred.
    - Ah, bom dia Lady Flamma. Como...
    - Não pode matar minha equipe.
    - Não vou matar...
    - Sua equipe está desfalcada. Ele não está suficientemente armado.
    - Quer me deixar terminar uma frase? Obrigado. Por minha equipe estar com menos um, não significa que alguém vá se machucar, e se eu der muitas opções e armas ao Thomas ele não conseguirá usar nenhuma.
    - Ele vai...
    - Thomas ficará bem.
    - Faça como quiser. Mas saiba Mestre Fred, que tem uma fera nesta floresta. Uma fera terrível que não hesitará em perfurar quantos e quem seja, com suas garras e seus dentes.
    - Disto sabemos há anos...

    Tato ia à frente, seguido de Fred há alguns metros. Porém a sua atenção era ao lado oposto ao dele. Observavam e notavam a presença das panteras, ainda sem saber exatamente suas diversas localizações.
    Thomas ia em seguida, sem saber onde ou o que olhar, mas observado de perto por Toni. A umidade do ar não permitia o uso do gás e por isso não havia a necessidade de máscaras algumas. Mestre Fred, habituado, estranhava a tudo.
    - Mas o que está acontecendo?
    - Qual o problema.
    - Este clima, Tato. Não é comum este silêncio, nem com a nossa presença.
    Tato virou-se para trás reforçando o sinal para que tivessem atenção. Thomas teve, abaixando-se para uma poça quase seca, no chão. Mexeu com um graveto no líquido esbranquiçado e o cheirou.
    - Thomas, levante-se.
    - Espere Toni. Estou vendo uma coisa... É estranho.
    - Não é uma sugestão, Thomas.
    Thomas entendeu, e levantou-se. À esquerda deles estava o maior animal que já haviam visto. O pêlo escuro e brilhoso mesclava-se a luz do sol atravessando a copa das árvores.
    - O que nós...
    - Recue até onde estou Thomas. Devagar. E prepare para atirar. Vamos sair daqui.
    - E os outros? Temos que avisá-los.
    - Eles já estão preparados.
    Outra pantera, menor, surgiu à esquerda.
    - Espero que eles ajam logo.
    - Ao que parecem foram elas que nos escolheram como iscas. Então vamos nos afastar devagar, Thomas.
    - Não se movam.
    - Lady Flamma, o que...
    - Obrigado por vir ajudar.
    Ela pegou as duas facas, no tamanho de seu ante braço, guardados em couro à sua cintura, e os rapazes não se moveram quando Flamma Aurora tomou a frente.
    - Desculpe Lady Flamma, mas esta atividade não está...
    - Mestre Fred! Mestre Mestre Sérgio!
    Após ignorar Toni ela aguardou a resposta que não veio. Os homens não queriam denunciar às feras mais ainda suas posições. Era o que menos importava a mulher que não desviava a atenção das panteras à sua frente, e cada movimento daquelas que não conseguia ver.
    - Mestre Fred! Mestre Mestre Sérgio! À direita, próximo a cecóia menor! E atrás, a cinco metros de Baco!
    Eles notaram o cerco que Flamma Aurora havia percebido e pararam de se mover. O silêncio não tinha mais motivos quando todas as feras sabiam onde eles estavam.
    - Estamos vendo, Lady Flamma! O que sugere?
    - A fera de que falei está aqui, Mestre Mestre Sérgio! Tentem recuar e saiam daqui!
    - E quanto a nós?
    - Tentem me acompanhar.
    Ela afastou-se com eles atrás de si. Não dariam às costas à fera, que avançou devagar.
    - Preparem as armas, mas não as aponte ainda.
    Sob orientação da mulher, os rapazes o fizeram. A pantera maior parou hesitante ao ver os olhos de Flamma Aurora, que nem ela notou. A pantera menor foi afastada pela outra. Para o animal valia à pena derrota-la, pois era quem mais oferecia perigo.
    - Aonde aquela...
    - Não se preocupem com ela. Podem ir.
    - Perdoe Lady, mas não a deixarei.
    Última edição por Arctos; 18-04-11 às 00:51


  7. #27
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    Padrão Re: Flamma Aurora ... E adicionais. ^^

    Tô ficando curioso demais_
    Continue escrevendo ^^
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  8. #28

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    ##########################O Guardião - Parte 2##########################

    - Então se afastem.
    Flamma Aurora notou-se recuar. A pantera do tamanho de uma porta continuava a desfilar, e então atacou. A mulher abaixou-se e a fera ficou entre ela e os rapazes.
    - Nós devíamos ter ido...
    A fera urrou para Thomas, desafiando-lhes a reação.
    - A sua arma está preparada?
    - Não abram fogo, Toni. Este animal está expulsando-os, como fez com a companheira. Agora vão.
    - Eu já disse que não...
    - Também não vou deixá-la, Lady Flamma.
    Flamma Aurora aproveitou-se da distração do animal com os rapazes e avançou, recuando agilmente quando a pantera notou seu movimento.
    - Cuidado Lady! Se distrair ela Thomas e eu poderemos acertar.
    Minutos depois a fera resistia à sonolência e Flamma Aurora foi a única que teve coragem para aproximar-se e acariciar o pêlo tão negro.
    - Vamos levá-la.
    - Infelizmente não temos como. É uma pantera muito grande e somos apenas nós três. Na verdade eu nunca pensei que este animal pudesse chegar a este tamanho. Menos ainda um macho.
    - Por que diz um macho, Toni?
    - Machos são menores, o que facilita a acasalamento, e as fêmeas têm tendência a ser maiores para gerar os filhotes. Qual o tamanho, Toni?
    - Eu daria de metros e meio a dois, sem a cauda.
    - Sim. Mais de cem quilos com certeza. Dentes normais, e garras... Foi este que atacou o acampamento?
    - Eu não sei. Creio que foram as panteras menores.
    A cauda da pantera moveu-se preguiçosamente e quando Flamma Aurora soltou a pálpebra os olhos do animal continuaram abertos.
    - Olhos também normais.
    As presas avançaram, a arma disparou. A respiração de Thomas estava alterada. Flamma Aurora levantou-se com folhas presas ao quadril.
    - Pensei que a arma estivesse descarregada, Thomas.
    - Recarreguei-a no momento que descarregou Toni. Podemos ir agora Lady Flamma, ou deseja verificar algo mais?

    Tanto a equipe de Fred e Mestre Sérgio estava preocupada quanto à de Flamma Aurora. Mestre Sérgio esticou a mão em cumprimento a Lady que os salvara e percebeu a alteração de claro.
    - Está com febre! Sente-se bem?
    - Não é febre, e sim alteração. Tive que lutar com aquela fera, Mestre Mestre Sérgio.
    - Matou-a?
    - Está adormecida ou já despertou. Não houve como trazê-la.
    - Por que não a arrastou, juntamente com Toni e Thomas?
    - Porque estávamos em terreno hostil e sem material apropriado. Não é possível para três pessoas transportar 100 kg de carne viva.
    Flamma Aurora foi para a sua cabana apoiando-se logo no corrimão. Sentiu-se zonza, sentou-se na cama e aguardou dentro da habitação que toda a sua equipe se recolhesse ao dormitório. E escutou ainda comentários daquele fim de tarde e início de noite.
    - Juro para você, o bicho era do tamanho de uma cama.
    Mas ela não viu o olhar de Thomas para a sua cabana antes de ele recolher-se.
    - E então Thomas. Não me fez passar vergonha, fez?
    - Com certeza que não. Você também se distrairia com aquela poça...
    - Poça? Urina de animais?
    - Que tipo de poça, Thomas?
    - Besteira. Uma poça branca, apenas.
    - Poça branca como o quê? Leite?
    - Agora estamos ferrados, Tati.
    Pararam aguardando a resposta de quem havia visto o líquido.
    - Não. É claro que não! O que leite estaria fazendo na floresta?
    - Filhotes, Thomas.
    - Eu vou avisar Mestre Fred, Tati.
    - Foi um longo dia para o meu pé. Vamos descansar Thomas.

    Thomas rolava de um lado ao outro, insone. Passava pela sua cabeça o que seria de si sem Flamma Aurora, ou da equipe de Fred, ou de todos aqueles que estavam na floresta. Cada vez que fechava os olhos vinha à mente os olhos da maior fera que já havia visto em toda a sua curta vida.
    - Thomas.
    Ele surpreendeu-se em não ser o único acordado ali.
    - Sim Danilo?
    - Pare de se mexer e durma.
    - Desculpe. É que estou sem sono...
    - Então vai dar uma volta. Amanhã cedo temos trabalho.
    - Certo. Desculpe.
    Danilo voltou a fechar os olhos ao voltar-separa o canto escuro de sua cama. Thomas pegou um pacote de amendoins e começou a mastigá-los enquanto caminhava por entre os dormitórios e os chalés para apenas uma pessoa. E algo lhe chamou a atenção no chalé de Flamma Aurora, uma luz...
    Não sabia que ela estaria fazendo, mas a claridade de tons inconstantes o fez aproximar-se mais. A primeira coisa que notou foi a cortina em chamas, a segunda foi a porta trancada.
    Pelo barulho ao chamá-la Thomas alarmou alguns, mas nenhum ruído vinha do interior. Jorge não conseguiu arrombar a porta trancada. Thomas jogou água no vidro da janela e o choque térmico fez o vidro quebrar-se.
    Antes que alguém o impedisse saltou o peitoril para o interior do quarto, e do lado de fora escutavam-no chamar por Lady Falmma.
    Thomas chegou próximo a cama tentando proteger nariz e boca da fumaça, as chamas concentravam-se no teto e se não estivesse ali teria a leve impressa de ver uma delgada língua de fogo sair de entre os lábios da mulher. Ele sacudiu-a violentamente.
    - Lady Flamma! Lady Flamma!
    Ela suava e se esforçava para respirar. O rapaz passou o braço de Flamma Aurora pelos ombros e num impulso de sentada colocou-a de pé. As labaredas ganhavam os móveis e dirigiu-se à porta, destrancando-a e conquistando braços para ajudar.
    Com janela e portas liberadas não foi difícil controlar o incêndio. Mestre Mestre Sérgio envolveu Flamma Aurora em um cobertor e Mestre Fred acompanhou-o até a ala hospitalar com a mulher. Thomas era consumido pela tosse.
    - Tente se acalmar e respirar. Você está bem?
    - Lady Flamma, Jorge.
    - Levaram-na para o hospital. Posso ver o seu braço?
    O corte cuidado por Renata cuidou foi provocado pelo vidro da janela, não era tão raso quanto parecia. E nem a preocupação de Thomas com Flamma Aurora.
    Última edição por Arctos; 25-04-11 às 18:22


  9. #29
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  10. #30

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    ##########################A Essência do Fogo – Parte 1##########################



    O quarto de Flamma Aurora era o mais quente da ala de recuperação. A médica responsável não sabia o que fazer para reduzir a febre que durava há mais de dois dias. A mulher sob as cobertas respirava ainda com dificuldade, pela boca e não pelo nariz, e sua expressão mostrava esforço ao fazê-lo.
    A médica saiu para o corredor para conversar com o outro líder de atividades no interior da Floresta Obscura. Ele, como a equipe da mulher, parecia ansioso.
    - Doutora Sara, como ela está hoje?
    - Sem alteração em seu estado, Mestre Fred. Outros não resistiriam a um período de febre tão longo... O preocupante é que não há glóbulos brancos, acima do normal, em seu organismo. Então, contra o que ela luta?
    - Lady Flamma nunca adoeceu desde que está aqui, não é? Pode ser uma sobrecarga ao seu organismo?
    - Pode sim, mas difícil. Ela acaba de retornar de férias... Bem, pode ter contraído algo durante este tempo.
    - A doutora acha isto?
    - É uma possibilidade que não pode ser descartada. Tenho algumas coisas para fazer. Se quiser vê-la, por favor, não feche a porta ao sair.
    Ela seguiu pelo corredor para a outra ala e Fred entrou no quarto. Com a mão no queixo tentou interpretar os aparelhos e aproximou-se do leito. Os dedos de Flamma Aurora apertavam os lençóis ao lado do corpo, cada vez com mais força...
    Os olhos da pantera espreitavam-na ao cercá-la, no outro lado folhagens se moviam denunciando alguém. Os olhos espreitavam, as folhas se moviam. Os olhos, as folhas...
    Os olhos da pantera, olho de gato, mudaram para grandes e redondos olhos verdes e vermelhos. Em meio às árvores animais fugiam do fogo e Flamma Aurora pretendeu acompanhá-los, porém labaredas impediram e intrigada estreitou os olhos. Tentou contornar, mais chamas.
    Pouco a pouco se viu entre chamas, e sua única saída era para cima. Subiu a árvore mais alta, galho a galho, o fogo a perseguia, a madeira enegrecia.
    Sem suportar mais a árvore derrubou seus galhos e com eles Flamma Aurora caiu direto ao centro do fogo.
    Fred viu Flamma Aurora relaxar seus músculos e não a notou mais respirar. Preocupado aproximou-se quando ela expirou e viu com clareza a língua de fogo que escapou aos lábios da mulher que voltava a respirar.
    - Está tudo bem, Mestre Fred?
    Assustado o homem não notou Sara chegar. Porém, ainda surpreendido, virou as costas e saiu dali. Foi diretamente ao seu chalé sem falar com aqueles que encontrou pelo caminho. Fechou a porta, trancando-a, e sentou-se ali mesmo.
    - Mestre Fred, você está bem?
    Toni precisou fazer maior esforço para que fosse notado.
    - Toni, o que quer?
    - Saber se está bem.
    - Como... Como entrou?
    - Eu já estava aqui, Mestre Fred. Você nos trancou. O que se passa?
    - Não é nada. Estou bem. Estou bem.
    - Tem certeza?

    Desde que Toni havia saído Fred não fora visto por ninguém mais. O rapaz, preocupado com o seu supervisor, caminhava em frente ao seu chalé com as mãos nos bolsos. Depois foi procurar Sérgio.
    - Diga Toni?
    - Não sei se devo Mestre Sérgio, mas... Mas estou preocupado com o Mestre Fred.
    - É mesmo? Por quê?
    - Ele se trancou no chalé, já tem mais de uma hora!
    - Pode estar... Mal do estômago.
    - Não. Ele sentou-se à porta, quando chegou. Nem notou que eu estava ali!
    - Mesmo?
    Toni começava a ficar mais impaciente.
    - É. É mesmo. Pode, por favor, ver o que está acontecendo?
    - Tudo bem. Vou terminar isso e...
    - Terminar não! Já tem mais de uma hora que ele se trancou!
    - Calma, calma. Vou agora, está bem?
    Sérgio não conseguiu terminar o seu serviço tranquilamente e seguiu para o chalé de seu colega, batendo insistentemente à porta sem ser atendido. Entrou assim mesmo por pressão de Toni que ficara no lado de fora.
    - Mestre Fred, você está bem?
    - Sim. Eu estou... Bem.
    - O Toni se preocupou com você. Disse que se trancou, sem nada dizer...
    - Mestre Sérgio, diga-me. Em algum momento recorda-se de um animal que produzisse fogo?
    - Sim, claro. Pessoas, e com certeza alguns primatas conseguiram.
    - Não. Não... Digo de... Sem ferramentas, apenas com seus organismos.
    - Até onde sei não é possível. Por que este tipo de pergunta?
    - Não é nada. Foi apenas minha imaginação, com certeza minha imaginação.
    - O que você viu Mestre Fred? Tem relação com o incêndio na cabana de Lady Flamma? Os investigadores têm de cientes caso você saiba de algo.
    Fred pegou água e sua mão tremia levemente, porém o outro homem notou e segurou o copo.
    - Mestre Fred, contem-me. O que houve?
    - Uma mulher não é capaz... Uma mulher normal não é capaz de chegar a liderança de equipe de campo, Mestre Sérgio.
    - Está dizendo que tentaram matar a Lady por ser mulher? Por estar na liderança? De quem desconfia? Tem obrigação de dizer caso saiba de algo.
    - Você não entende. Lady Flamma não é...
    - PANTERAS!!!
    O grito vindo de fora foi imediatamente seguido pela porta sendo escancarada com um rapaz armado e alterado pela visível agitação no lado de fora.
    - As panteras invadiram o acampamento!
    Ao alerta de David, Mestre Sérgio pegou as armas à mão, as de Mestre Fred e saiu fechando a porta após orientar o homem a ficar dentro do chalé.
    - O que elas podem querer aqui? Danilo...
    - Não sei o que procuram invadindo este território.


    Desculpe o sumiço.


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